Noite de Réveillon do ano 2006. Por alguns segundos o homem fez uma pausa... Uma alegria intensa e expansiva se mistura ao sentimento de grande euforia... Os sonhos, planos e propósitos surgem. Conta-se o intervalo de tempo em momentos, instantes, minutos regressivo, até que explodem nos céus fogos de artifícios, anunciando um ano novo! E tudo nos faz crê que será diferente...
No amanhecer do ano entrante tudo começa mais uma vez. Nada mudou. Um dia não faz diferença do outro. Mas nós sim, hoje, mais vividos e experientes que ontem, podemos recomeçar.
Para um novo amanhecer é preciso estabelecer normas, metas, ter objetivos e lutar por eles. Sem isso, morremos um pouco e a vida perde o senso. No mar de uma vida, são ferramentas de objetivos, o farol, e a bússola. Nem tudo o que planejamos não se realizará nos próximos trezentos e sessenta e cinco dias. Mas a sensação de termos lutado é gratificante. E se pelo menos, um dos nossos grandes sonhos for realizado, valeu a pena todo o esforço da caminhada.
Por isso aquela noite despachou o Ano Velho. De repente, a orquestra inicia os acordes da música Aquarela do Brasil, e do trompete o grito do carnaval de 2009 ecoa por todo o salão.
Quieta a observar o turbilhão de serpentinas, lança- perfumes e o enlouquecer dos foliões. Sentiu saudades... Saudade é um sentimento difícil de explicar. Saudade é nostalgia, é coisa que passa. Saudade é vontade de ver de novo.
Era isso que sentia naquele carnaval: Reviver de novo seus carnavais passados: lindos, tranqüilos, sem erotismo; carnaval para brincar. Que saudades! Saudades de quando a pequena cidade vivia o samba numa participação coletiva; tomando ruas, becos, avenidas, animando foliões pela batida sincopada dos bumbos, com muito samba no pé...
Saudades dos sonhos que bate o coração. Saudades das crianças inda pequenas, de suas bobas brincadeiras, calmas e tranqüilas.
Aí! Sentia saudades de si mesma... Que vazio no coração.
