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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Em Quem votar?

(resposta a um amigo)
Ai amigo,

Sou medíocre. Não tenho a visão desse senhor.

Só enxergo os processos abafados da Anac; O desrespeito a nossa Constituição, no que tange a Lei eleitoral brasileira. O silêncio do Mensalão;

Preocupa-me nossa escolha desastrosa nas urnas. Não nos conscientizamos que temos capacidade de anular essas eleições com o nosso voto, firme e consciente.

Precisamos de representantes que de fato trabalhem com o povo e para o povo. Que não impeçam avanços que contrariam seus interesses.

Hoje o cidadão vivi trancafiado entre grades e muros. Indefeso. Roubam os grandes, são julgados os pequenos. Os coronéis e currais eleitorais ainda existem. O nosso Nordeste ainda é pobre de cultura, deslumbrado com shows. Esses instrumentos transformam-se em cidades pequenas no acionar das teclas verdes nas urnas eleitorais. Não creio que o Plano de Governo de Dilma, tão rapidamente abafado, tenha sido “assinado sem ler”. E se assim fosse Dilma não seria a Dilma do PT.

Não gosto de votar no escuro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

E A NOTA! COMO FICA?


1978  (novo)

Senhores e senhoras!
Preciso de um momento,
O que aqui vou dizer
È puro entretimento

No dia três de janeiro
Do ano a caminhar
Mais um curso na UVA
Começou a funcionar.

O primeiro professor
Falou um tempão
De “um grande poder”
Que manda na Educação

Fez um rodado danado
Para estudar a “questão”
Da tal Reforma Campos
Ponto em discussão.

Entre os erros e acertos
Desse   professor  em questão,
Aconteceu uma metamorfose
O cordeiro virou leão.

Uma prova foi marcada
Da tal Reforma Campos.
No caderno, a matéria a apostilar...

O responsável pela tarefa
Aluno ressabido,
Só tinha um, porém!
Era muito esquecido.

Coitado! Na ressaca em que vivia
Foi grande a baldeação
Largou na água a apostilha
A prova virou pirão.

Depois de uma semana
De grande sufoco
Da Paraíba veio
Um atilado valentão...

Foi uma festa pro olhos
Ver tamanho rapagão;
Falava o moço tão rápido
Quão roda um pião.
  
Ideou um “quadrangular”,
Grande foi à confusão!
Com sotaque cheio de dito
Só dava apreensão.

E a nota! Como fica?
Era a grande cisma...
Para se diplomar
Nota tinha que arranjar!

Tinha eu um amigo
Mas sabido não havia,
Levou o professor
Pra uma Fazenda que tinha.

Na classe no outro dia
Na prova  de ‘Desvio Padrão’
Sua nota estava segura
Temperada a requeijão.
  
Socorrei-me Virgem Santa
Oh Deus! Que aflição!
Faço como o Solon
Ou não passo no provão.

Tudo estava difícil,
Último semestre a cursar!
A eleição pro Diretório
Foi nossa salvação.

Professor Manuel Vianna
Jovem muito loquaz...
Talvez na próxima Eleição
Venha a ter muito cartaz

Pra ganhar a Eleição,
Desempenho democrático
Objetivos definidos
É indispensável, amigo.

Já o Zezinho...  Hui
Grande revelação!
Elegante, apurado,
Professor sensação...

A Teoria da Comunicação
Defende como ninguém,
O rapaz vai á fala
Por todos os poros que tem.

Diz assim:
— O homem não é objeto!
Tem livre escolha... E
Também deve opinar.

Esse devia ser eleito!

Mas... Era um toma lá; dá cá!

A caneta escrevia o sete,
O aluno ia votar.

E assim coloco no papel
O que pediu o Diretor.
Não se apoquente! É brincadeira!
Maneira de analisar e minha NOTA ganhar.  
Senhores e Senhoras!
Tenho que partir...
Abraços á todos
Saudades vão sentir.