Texto lido pelo Cerimonial
Senhores!Sem Deus não há vida, sem família não há base e sem amigos, não há mundo colorido.
A família é muito maior do que se imagina./ Ela representa o passado,/ o presente/ e também o futuro./
E para confraternizar, unir como irmãos; estamos aqui reunindo a grande família MONTE COELHO, que vai passar para a GERAÇÃO FUTURA, um pouco do contar do SEU PASSADO, sendo narrado, pela geração presente./
Como diz Gilberto Frey, em nenhuma parte do Brasil a formação da família se processou tão ARISTOCRATICAMENTE como entre canaviais...
Eu diria que particularmente em uma cidade do Nordeste do Brasil, Sobral, A Bela Princesa do Norte, acolheu e desenvolveu um estilo próprio e aristocrático de viver. Ali, se respirava e vivia-se a cultura francesa. Ali, também, foi o nascer do GRANDE CLÃ MONTE COELHO e sua ascendência.
Segundo um provérbio chinês cem homens pode formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se formar um lar.
E para vivenciar, recordar, contar essa linda história do Clã Monte Coelho, eu chamo para compor a mesa e serem homenageados, os trezes filhos do casal Maria Bemvinda e Francisco Petronilho.
Alguns deles representados por seus progênitos:
(1) Isabel... A primeira filha do casal, nascida em 26 de janeiro de 1909, (conhecida como Sinhá), casou com o engenheiro Dr. Luiz Sabóia de Albuquerque. Sinhá era uma pessoa muito especial, uma senhora elegante, de maneira refinada e muito religiosa.
O casal tinha o hábito de reunir na sua linda casa, situada a Rua Deputado Moreira da Rocha, para almoço, filhos e netos.
Sinhá será representada aqui, por sua filha Aline, a quem chamamos para compor a mesa.
(2) João — João era introspectivo, metódico, metido a galã. Foi o irmão que custou mais a casar. Chamamos para compor á mesa, sua mulher, Maria Lima.
(3) José — era um homem de ações e sentimentos nobres, casou com uma moça bonita da família Sanford, Natalia. Para compor a mesa sua mulher Natália
(4) Maria da Conceição (Biía). Para o casal Bemvinda e seu Chico, Biía foi um raio de luz em suas vidas. Seu bom humor invejável, sua alegria de viver, era uma constante, um estilo de vida. Como diz seu irmão Helvécio, em seu livro: Memórias... “Para seu tipo mignon, —” como ela foi elegante... Quando jovem era de uma alegria esfuziante.
Biía casou com o médico Joaquim Pinheiro Filho. Não deixaram descendentes.
(5) Edmundo - Casou com Maria Leilah Cabral de Araújo. O quarto filho do casal. Nasceu, privilegiado. Era aquela pessoa querida, leve, descontraído, um líder nato.
Conseguia descomplicar e acalmar os redemoinhos da vida. Inteligente, fez lastro patrimônio e tornou uma de suas propriedades célebre. — A Fazendinha. Para compor a mesa seu primogênito, José Roberto Monte Coelho
(6) Bemvinda — Casou com João de Deus Cabral de Araújo. Quando jovem Bemvinda era simplesmente linda. E como a beleza é o reflexo da alma... Continua belíssima, mas... Em outra esfera. Seus filhos e filhas trazem em sua genética, a suavidade e bondade da mãe. Mas suas filhas trazem uma peculiaridade... Além de bonitas são grandes guerreiras.
Permitam-me chamar para fazer parte dessa mesa uma bisneta de dona Maria Bemvinda e seu Chico Petronilho, como representante de uma grande mulher, que marcou os anais da história dos Monte Coelho como exemplo de mãe e esposa; companheira e amiga,mesmo quando a morte lhe ceifou a vida, antes dos laureies da gloria, representado pelos sonhos acalentados em filhos e netos.
Essa jovem mulher ESSA GRANDE GUERREIRA, - TEM POR NOME, MARIA DO CARMO MONTE COELHO ARRUDA, REPRESENTADA POR SUA FILHA MÔNICA.
(7) Francisco Petronilho, (Chiquinho) — ele foi ÚNICO, em sua geração. Hilariante... Suas histórias viraram Lendas e Mitos.
Garanto que aqui, entre sua numerosa descendência, todos sabem alguma história do papai, do mano ou do tio Chiquinho. Seu filho, Francisco Petronilho tem muito de sua alegria. Chamamos para compor a mesa sua mulher Maria Luíza.
(8) Helvécio— o filho intelectual de Maria Bemvinda e seu Chico Petronilho.
Sua sobrinha, a doutora Ana Maria Monte Coelho Frota, na apresentação do livro Memórias, compara uma frase do autor, a beleza dos poemas de Tiago de Melo, quando diz: — ”Não tenho um caminho novo. O que tenho de Novo é o jeito de caminhar.
E que jeito de caminhar Helvécio! Ainda tão criança, inconscientemente, já analisava a alma humana.
Mesmo com tantas impossibilidades... Helvécio foi fundo. Resgatou o lastro passado, e deixou que fosse se perdendo na sua ascensão espiritual. Renasceu como a Fênix e fez o contar de sua história.
Esse grande homem, filho de Maria Bemvinda e Francisco Petronilho, tem o prazer de chamá-lo a compor mesa.
(9) Raimundo— Casado com Regina Freire. Advogado viveu por pouco tempo entre os seus. Dele, contavam-se também suas proezas.
Quando faleceu, as filhas ainda eram crianças. Chamamos para compor a mesa, sua mulher Regina.
(10) Margarida a décima filha do casal — casou com Estanislau Frota.
Ainda são na Serra da Meruoca, no casarão do Sítio Ipú as grandes reuniões do Clã.
Por lá aprendemos que, a continuidade das gerações é indefinida. E o vocábulo, VIDA é alegria.
Chamamos á senhora Margarida Monte Coelho Frota a compor a mesa.
(11) Terezinha. — Casou com Bonifácio Câmara. É a amiga de todas as horas. Tem uma graça toda sua. É leal, leve e envolvente. A caçula mulher do clã Monte Coelho.
Memória brilhante se deve a Terezinha à iniciativa da primeira árvore genealógica da família. Com prazer convido á senhora Terezinha Câmera a compor a mesa.
(12) Luis — casou com Maria Marlene Melo.
As qualidades de Luís são raras e incontáveis. Somente no conviver podem ser mensuradas a nobreza de seu coração. Para representá-lo gostaríamos de chamar sua mulher Marlene.
(13 )Hélio — O 13° dos filhos. Casou com Yolita Vianna Demetrio.
Quem o descreve melhor e Helvécio em seu livro Memória... Quando diz: Hoje, o mano já passou pela Primavera com suas coroas de flores, e está em pleno inverno, de cabelos brancos como a neve Ainda tem o seu séquito: — as horas, os dias, os meses, os anos — pois Hélio... É o próprio Sol.
Como seu representante, seu filho, Ecmar Demetrio Monte Coelho.
Nessa mesa senhores, temos os descendentes em linha direta de Maria Bemvinda e Francisco Petronilho... Temos também seus três últimos filhos vivos e grandes esposas...
MAS... VAMOS ROLAR A VIDA NO TÚNEL DO TEMPO... As distancias separam, contudo... Com a força da SUAVIDADE, podemos reunir uma GRANDE FAMÍLIA.
Nada é mais suave, nada é mais forte e traz felicidade do que os laços de uma família.
Assim... Foi o caminhar de vida dos jovens Maria Bemvinda e Francisco Petronilho Gomes Coelho.
Bemvinda e Francisco Petronilho tinham consciência que obstáculos existiam e existirão, no fazer da caminhada de suas vidas. Bemvinda e Francisco Petronilho tinham convicção de seu amor. Era apenas uma questão de determinação, firmeza confiança e tudo caminharia. Então...
... Quando o cavalo branco montado por “Seu Chico Petronilho passou, Bemvinda, resoluta, montou a garupa de seu cavalo.
Eles sabiam que o amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.
Eles sabiam que o amor só realiza a mágica de se multiplicar, quando é dividido.
O casal Maria Bemvinda e Francisco Petronilho teve a capacidade de transformar seu grande sentimento de AMOR TAMBÉM... Em uma equação matemática:
EU TE AMO + VOCE ME AMA = A DOIS APAIXONADOS.
E esse amor, resultou em 13 queridos filhos.
Agora respire forte que essa linda história de amor estar a começar. Deixo para a neta de Maria Bemvinda e Francisco Petronilho,/ Dra Ana Maria Frota, o abrir desse livro com seus Contos e Gerações. Chamamos ao microfone, à senhora, Drª. Ana Maria Frota...
— Nesse momento, os três últimos filhos existentes, do casal Maria Bemvinda e Francisco Petronilho, Senhor Helvécio, Srª Margarida e Srª Terezinha Monte Coelho são homenageados.
Recebendo Helvécio de sua mulher Marina; Margarida de sua filha Silvana; e Terezinha de sua filha Vera, uma corbelha de flores...
— Senhores!... E senhoras... E o amor gerou frutos... Os frutos alcançaram a maturação, fazendo surgir à quarta geração do MONTE COELHO.
HEI – LAS! Jovens, bonitas, inteligentes, essas jovens vislumbram futuro brilhante, e tem convicção de que: Uma Nação se constrói com justiça, lealdade, educação, trabalho, e muito amor a Pátria.
— Com o Pavilhão Nacional, Rebeca Frota Freire, neta de Margarida e Estanislau Frota; filha de Ana Maria Monte Coelho e Célio Freire
— Ao longe, em brancas praias embaladas
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza! , a Loura Desposada do Sol,
Dormita a sombra dos Palmares.
—Com a Bandeira do Ceará Gabriela! Filha de João Augusto de Araujo Neto e Maria das Graças Arrais de Araújo.
— É no campo da vida que se esconde um tesouro. Vale mais que o ouro, mais que a prata que brilha. É presente de Deus,é o céu já aqui na Terra ... E SE CHAMA FAMÍLIA.
ENTÃO PROCUREI NO PASSADO...
TUAS RAÍZES, Ô FAMÍLIA!
VEJAM O QUE ENCONTREI!
SOBRENOME MONTE
Grandes guerreiros. Sobrenome de origem espanhol muito difundido por toda a península, provavelmente um toponímico, pois etimologicamente significa "que vive nos montes",
Essa linhagem familiar é incerta, pois existem muitas possibilidades para a origem dos primeiros "Monte".
Podendo ser oriundos de tribos ibéricas, passando por diversos tipos de raças dos invasores que habitaram a região de Velez,onde já se registravam pessoas utilizando este sobrenome no ano de 1753.
No Brasil... O sobrenome Monte
Saiu da Zona da Mata Mineira.
No Ano de 1756 com uma sesmaria comprada por uma família de nome Monte.
Situada nas Terras banhadas pelo ribeirão, Tavoassu, aquela época conhecida, por Fazenda Vau Açu, passou mais tarde a se chamar Ponte Nova.
Na Fazenda Vau Açu foi fundada uma Capela por um padre peregrino, chamado, Padre João Monte, que saiu de São Caetano, em Mariana, com a mãe e a irmã.
A compra dessa terra é datada de 1770, e foi concedida pelo o bispo de Mariana.
Dessa família Monte, uma extensa geração uniu-se a clãs tradicionais como: Os Maciel, os Caldeira Brant, os Coelho Barbosa, os Serra os Caldwell os Coelho Leal e os Ferreira da Ponte.
Assim, gerações foram passando... Os séculos rolando no tempo... Quando chega de Boa Vista do Recife para morar no Baixo Acaraú, no Nordeste do Ceará, o Capitão Gonçalo Ferreira da Ponte.
Seu pai o Capitão-Mor MANOEL JOSÉ DO MONTE nasceu em 1737 em Boa Vista-Pe. Morreu 1778 e foi enterrado na Matriz de Sobral.
MANOEL JOSÉ DO MONTE casou com LUZIA DA COSTA MACIEL em 1755. Ficou viúvo e casou com Maria da Conceição da Silvia
Um filho desse segundo casamento de Gonçalo Ferreira da Ponte com Maria da Conceição deu origem à Família Monte de Sobral.
O SOBRENOME COELHO, veio do mar,/ com suas Origens e Lendas.
A origem da família Coelho sabe-se que remonta à antiga Roma, a Marcus Coelho Rufo, discípulo de Marcos Túlio Cícero. Um dos maiores vultos, em todos os tempos, da História da Eloqüência do mundo, e que morreu tragicamente, como outros grandes oradores de Roma.
Há nos Coelhos ascendência régia comprovada por uma legenda em Latim escrita em num dos túmulos que estão na capela do solar dos Coelhos em Sergude e diz assim:
"NÓS VENIMUS Á SANGUINE REGUM /ET NOSTRO VENIUNT A SANGUINE REGES."–
Tradução — Nós procedemos de sangue dos Reis e os Reis provem do nosso sangue.
Segundo pesquisa os Coelhos têm sua ascendência nos reis de Leão, (Dom Ordenho e Dom Ramiro) e uma filha de Estevão Coelho, foi avó de D. Beatriz, esposa de D. Afonso Conde de Barcelos. Assim descendem de reis.
Os Coelhos passaram da Itália para a Espanha, com o nome “Coelius’.
Dom Soeiro Veigas (século XIV) foi o primeiro a adotar o Coelho, como usamos hoje, nome esse difundido depois em Évora, Barcelos, Viseu, Arantes e em outras terras da outrora Lusitânia.
Os Coelhos descendem de D. Soeiro Viegas Coelho, que casado foi com Dona Mora Mendes, Filha de D. Mem Moniz de Gandarei.
D. Soeiro Viegas Coelho, se diz ter sido o primeiro do seu nome, por tomar a terra de Conejo.
Segundo a história ganhou o apelido na guerra que fazia aos mouros, por parecer ir por debaixo do chão até Conejo. Ganhando seus títulos, por guerrear por baixo do chão como coelho.
Depois os Coelhos se firmaram no Reino de Portugal, com seus Brasões e foros de fidalguia, quando D. Afonso Henriques tomou a vila aos mouros. Rodeiam as origens desta família toda uma série de Lendas e Contos, alguns lindos de serem lidos... E ao passar dos séculos tomaram- se difíceis de desfazer. .
De Portugal para o Brasil os descendentes nasceram de João Soares Coelho, trovador e vassalo de D. Afonso III.
João Soares Coelho era descendente de um dos filhos de D. Egas Moniz «de Riba-Douro.
Um dos descendentes de Soares Coelho, Duarte Coelho, foi capitão da Capitania de Pernambuco. Originando-se daí o Albuquerque Coelho do Brasil.
Foi dessa ancestralidade... Dessa mistura precisa... O sobrenome COÊLHO
E aqui Ô Família estão tuas Bandeiras e brasões.
De ouro,/ um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho, /carregado de três faixas xadrezadas de azul e ouro;/ bordadura de azul, /carregada de cinco coelhos de prata,/ malhados de negro.
Mas O CASAL APAIXONADO Maria Bemvinda e Seu Chico...
Fizeram dos dois sobrenomes UM NÚMERO POR INTEIRO
SIMULTANEAMENTE múltiplo de dois outro:
MONTECOELHO (juntos)
E assim chegamos, ao AGORA... Vimos tanta beleza, amor, esforço, vontade de colocar está história de vida às gerações que nos sucederão. Tenho a romântica visão de que os sonhos SÃO POSSÍVEIS.
Chamamos o casal Luís Carlos e Maria Amélia, Ele— bisneto de Maria Bemvinda e Francisco Petronilho — que hoje comemoram bodas de NÁCAR, 31 anos de casados, para apagarem as velinhas desse bolo.
Mas antes gostaria de explicar o que é NÁCAR
NÁCAR – é uma substância calcária, branca, dura, brilhante, com reflexos irisados, que revestem o interior de certas conchas. Também é conhecida como concha cor-de-rosa, nacarada, mais conhecida como MADREPÉROLA.
É a substância que representa as Bodas de 31(trinta e um) anos de casamento. O AMOR JÁ ESTÁ FIRME, RESISTE AS INTEMPÉRIES DA VIDA.
Conta a lenda, que a Deusa Vênus (para os Romanos) ou Afrodite (para os Gregos), nasceu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido criada pelas espumas do mar. Assim nascendo um grande vínculo de AMOR.
Como sou romântica, ao trabalhar nas pesquisas por dois meses exaustivamente, à proporção que iam reunindo, formas textos, cores e falas de cada personagem, as vias surgir dentro dos seus habitats, em cores e beleza.
