Tags

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SOBRAL... "ENTRE LINHAS"


Arco N. S. de Fátima (Entrada de Sobral)


Encavada ao sopé da Meruoca tendo seus flancos banhados pelo rio Acaraú, desde os tempos Coloniais, Sobral sempre foi a Princesa do Norte; e sempre foi de seus filhos a preocupação com a Educação, o conhecimento dado as suas gerações futura.
Ao início da época Colonial, cabia aos genitores ensinar aos filhos a doutrina cristã; ler, escrever.

No decorrer do tempo ,em setembro de 1768, através de uma Portaria do governo nasciam, os vencimentos dos professores, sendo a remuneração equivalente ao preço de um alqueire de farinha anual, para cada aluno que freqüentassem as aulas.

Mas a Princesa do Norte queria muito mais para seus filhos... Veio do preto “forro, Manuel Gomes Correia do Carmo a primeira escola de ensinar meninas.” Inteligente, desenvolveu um trabalho comunitário para os pretos e mestiços menos favorecidos, e daí tirava o seu sustento. A primeira escola de Sobral nascia do trabalho de um preto forro.

Somente em 1780, o Tenente, Manuel Correia Marques de Sá, por iniciativa própria, criou a primeira escola para os brancos.

O tempo rolou no espaço de dez anos, para que fosse criada a primeira escola pública, mantida pelo “Subsídio Literário, foi nomeado o padre, Manuel Francisco Rodrigues da Cunha, para um período de seis anos, com um ordenado de 240 reis.

Sobral caminhava devagar... , a velha Caiçara havia alargado suas fronteiras; aberto suas porteiras, em busca de uma melhor formação cultural para seus filhos. Foi à época dos “sinhozinhos” emigrarem para Europa, Rio de Janeiro, e Bahia.

A essa época o Brasil estava sob o domínio, socioeconômico e político de Portugal. França e Holanda, haviam também conquistado regiões estratégicas, como a Ilha de São Luis do Maranhão; a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, e a cidade do Recife, parte das às cidades de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Mesmo assim, o Brasil manteve durante todo o período Colonial, a sua unidade lingüística e cultural Em sete de setembro de 1822, é declarada a Independência do Brasil.

O Brasil viveu vários ciclos em sua História. Em cada um deles tivemos mudanças culturais, políticas, sociais e populacionais, Com isso nossa Sobral ficou no esquecimento por longos vintes anos.

Somente , em 26 de agosto de 1825, padre Antônio da Silva Fialho, através de um concurso público é nomeado pelo Presidente da Província, José Martiniano de Alencar, ao cargo de professor, para lecionar Gramática Latina em Sobral.

Grande educador, durante 40 anos, padre Fialho ensinou os jovens de Sobral. Segundo Cônego Francisco Sadoc de Araújo, em seu livro, Origem da Cultura de Sobral (página 141) vem de padre Fialho a troca de alguns sobrenomes dos seus alunos por nomes estrangeiros, adotado pela nova geração de Sobralenses, como: Donizette, Cialdeni e Mont’alverne.

Nenhum comentário:

Postar um comentário