
A Noite sorria levemente
Olhando para a lua prateada
Brejeira, a Lua esparge sobre a terra
Seus raios de donzela enamorada.
Candidamente... Amorosamente...
O dia acorda na barra do horizonte.
Num amplexo terra e céu,
Aos deuses cantava:
—Sou o dia que orvalha as plantas,
Que encanta de perfume sutil a natureza.
Que murmura ao ouvido da correnteza:
Você pode correr...
A Água, encantada, começa a desliza mansamente,
Depois... Livremente corre pela natureza...
E no final da ribanceira
Atira-se altaneira em rico véu d’espuma,
Que, espargida pelo vento,
Leva seu murmúrio de alento
Ao sol que já se põe.
Surgi à noite... Fria, sonolenta...
Traz Bóreas, (deus do vento)
Que soprando a brisa, sussurrante diz:
— Oh! O dia findo!
Dorme a natureza rumorejante
A lua volta a brilhar...
E a donzela cor de bujamé
Vestindo um surtum brilhante,
A cabeleira de Vênus esvoaçante,
Corre pela terra juncada...
Desacautelada, adentra a cabuim,
Rumo ao som das guitarras soluçosas
Que, melificando com arpejos meleiros
A noite sonora levasse a lua a cantar.
Perto da montanha refulgente,
Cascatas caem qual franja rendada.
Surgi à donzela enamorada, que faz
No céu, a lua empalidecer.
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