
Corria o ano de 42...
A manhã cálida esfuziante
Trazia uma mensagem de amor constante
Para um jovem casal: Edmundo e Leilah.
Viviam entre flores e lilás perfumados,
Naquela rústica casa de rés-do-chão
Formando uma hipérbole perfeita
A célebre “Fazendinha”, belo rincão.
Da vida ridente desse amplexo profundo
Vigoroso veio ao o mundo
O primeiro rebento desse amor:
- José Roberto.
Entre fraldas, choros e dita
Escoou como vento – o Tempo,
Fator escolado da vida,
Dando a esse casal querido
Mas quatro lindos rebentos:
Maria Bemvinda, Edmundo Filho,
Francisco Augusto e Leila.
O curso do tempo foi passando em
Acontecimentos e grandes momentos.
Filhos casando, veio novo progênie propor.
Então, de pequeno sáculo, surgi novo embrião,
Para envergar a sadrá.
. (primeira camisa tradicional sagrada)
Do varão, de sua terceira geração
Edmundo Neto.
Durou pouco o debique do grande varão...
Crescendo destemido pelas serranias e currais,
Não gostou da chegada da prima Daniela
Que reclamava sua parcela, dos mimos da vovó.
Descendentes foram chegando...
Reclamando do conviver.
Com tantas Leilah Leilahzinha, Leila, e Maria Leilah.
Dantes tudo tranqüilo... Era o Rei!
Agora, havia uma Diarquia. Muito mimo perderia.
Assim viviam Edmundo e Leilah
Na bela Fazendinha
Com perfume de flores no ar
O Céu, um manto azulado,
O mundo, um sonho dourado.
Estamos no ano de 2010...
Dezoito anos são passados
Daquela Boda de Ouro de 1992.
Ao remexer nos guardados
Encontrei do passado
Esmaecido pelo tempo
Linhas borradas, desfeitas
Do poema de 42
Tudo mudou...
Tantas recordações se vão
Quase esquecidas...
Uma manhã de inverno
De chuva miúda, fina
Fui lá— na Fazendinha...
Fechei os olhos e relembrei
Momentos que por lá passei
Pelas veredas floridas
O perfume do jasmim
Era real como outrora
O irreal... A lentidão do sonho
Ao projetar de minha memória
O casal, Edmundo e Leilah.
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